Percorrer o Bixiga a pé ficou mais fácil

Após criar mapa para caminhar pelo bairro, SampaPé amplia o acesso a informações sobre pontos de interesse

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Mapa na fachada do Centro de Memória do Bixiga

Nesta semana, três grandes mapas foram instalados no bairro do Bixiga, por iniciativa da ONG SampaPé!, para ajudar pessoas passando a pé a conhecer pontos de interesse da região, suas histórias e localização. Eles podem ser encontrados no Museu Memória do Bixiga (rua dos Ingleses), no canteiro aberto da Vila Itororó (rua Pedroso), e do Centro de Memória do Bixiga (rua Treze de Maio). Em todos há uma indicação que situa a localização da pessoa no bairro e a auxilia a encontrar o caminho para outros pontos.

A ação é continuidade de um mapeamento do bairro feito em 2018 pela mesma organização. Inicialmente, através de arrecadação por crowdfunding, foi lançado o mapa Bixiga a Pé em papel, que está disponível para retirada gratuita em diversos estabelecimentos no bairro — como Casa Jardim Secreto, Lab Mundo Pensante, Cantina Conchetta e Restaurante Vita Natural.

Em 2019, para ampliar o acesso, a organização disponibilizou outros formatos do mapa. Além dos mapas físicos, também é possível baixar a versão em PDF para impressão ou acessar uma versão digital e interativa pelo celular através do link bit.ly/mapabixigaape.

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Detalhes do Mapa #BixigaAPé

Para além de situar quem caminha pelo bairro, o mapa também resgata momentos da história que estão pouco presentes no imaginário paulistano. Letícia Sabino, diretora da ONG SampaPé!, dá como exemplo a data que nomeia uma das principais ruas do Bixiga: “Treze de maio é uma data controversa, apesar de ser o dia em que se assinou a abolição da escravatura no Brasil. É preciso relembrar que a ação não promoveu liberdade e igualdade de oportunidades a negros e negras antes escravizados no país”, diz.

A rua Treze de Maio passou a acolher a população afro-brasileira quando a igreja que antes ficava no largo São Manuel, onde aconteciam os festejo de Santa Cruz, foi demolida em nome do “progresso” da cidade. “Na época, em 1912, São Paulo estava em vias de ser metrópole e querendo mudar as dinâmicas da cidade”, explica Letícia. “Neste contexto, as ruas do Bixiga serviram de espaço para práticas socioculturais mais humanas que perduram até hoje”.

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Mapa na fachada do MUMBI

Confira o endereço dos mapas nas fachadas:

  • Canteiro Vila Itororó — Rua Pedroso, 238 — vilaitororo.org.br

Endereços para a retirada do mapa:

  • Casa Jardim Secreto — R. Conselheiro Carrão, 374

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ONG que tem como fim melhorar a experiência de caminhar nas cidades.

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